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sexta-feira, 4 de maio de 2012

" TEORIA DA INFORMAÇÃO QUÂNTICA " PODE REVELAR A NATUREZA REAL DO MUNDO FÍSICO !!













Pergunte para qualquer físico 


quais são as duas principais teorias 


do século 20, 


e eles provavelmente vão dar 


a mesma resposta : 




a teoria da relatividade de Einstein 


e a mecânica quântica. 




Mas talvez uma terceira teoria, 


do século 21, 


entre para o hall da fama : 




a Teoria da Informação Quântica, 


ou Teoria Quântica da Informação.







A mecânica quântica 


surgiu na década de 20, 


para descrever 


o estranho comportamento 


dos átomos e elétrons. 




Já a teoria da informação 


apareceu duas décadas depois, 


com fórmulas para quantificar 


a comunicação através de telefones.





Ao contrário dos físicos quânticos, 


mais preocupados em desenvolver 


computadores super rápidos, 


os teóricos da informação quântica 


estão motivados a entender 


a realidade física, 


e entender melhor 


a mecânica quântica da natureza.







Realidade computadorizada



No coração da ciência 


da informação quântica 


está um modelo 


de representação da informação, 


conhecido como qubit. 






Ele é análogo ao 1 e 0 , 


processados por computadores comuns 


– os bits. 






Mas um qubit está dentro 


do universo quântico, 


por isso pode ser o 1 e o 0 


ao mesmo tempo. 






Essa superposição de identidade 


dá à informação quântica 


um poder extraordinário.





Os qubits podem, 


por exemplo, 


transmitir mensagens codificadas 


super seguras, 


tipicamente na forma de fótons. 






Elas são seguras 


porque qualquer tentativa 


de alterar a mensagem 


seria notada.





Esse tipo de sistema 


já é comercializado, 


e talvez um dia se torne 


uma necessidade de mercado 


devido à outra aplicação 


da Informação Quântica : 


a computação quântica. 






Computadores 


com qubtis 


poderiam resolver problemas 


que um supercomputador comum 


não conseguiria 


em milhões de anos.







Aplicações ? 




Você poderia usar 


um computador assim 


para prever o resultado 


de reações químicas, 


por exemplo, 


sem necessitar 


dos tubos de laboratório. 




Essa habilidade 


poderia melhorar 


a produção de 


materiais industriais 


e de medicamentos.





“Nós não prevemos 


que você vai usar 


um computador quântico 


para enviar um e-mail. 




Mas jogos quânticos 


seriam realmente incríveis”, 


afirma o físico John Preskill.





Além do mercado, 


os cientistas pretendem 


usar essas teorias 


para entrar nas 


fundações da realidade.





A quântica poderia 


mostrar a interface 


entre a matemática 


e o mundo físico.





Quebrar códigos, 


por exemplo, 


envolve solucionar 


o complicado problema matemático 


de encontrar os fatores primos 


de um número muito grande, 


com centenas de dígitos. 




Mas, como descoberto 


por Peter Shor, 


em 1994, 


algoritmos do computador quântico 


conseguem solucionar isso 


– e as implicações são grandes.





“Fatores são um problema difícil clássico”,

afirma Preskill. 




“Mas os algoritmos 


de Shor demonstram 


que isso é um problema fácil 


para a visão quântica”. 




Em outras palavras, 


o processamento 


de informações quânticas 


revela algo sobre 


a relação matemática 


com a realidade física, 


algo antes não imaginado.





Mas alguns problemas matemáticos 


são difíceis até quanticamente. 




Entendê-los 


poderia nos dar uma noção 


de que tipos 


de computações matemáticas 


são possíveis no universo físico.





Um desses problemas, 


que está sendo estudado 


pelo cientista Scott Aaronson, 


é a tese de Church-Turing. 




Ela basicamente indica que 


qualquer coisa que 


possa ser computada 


por um sistema físico 


também pode ser computada 


por um computador “universal” idealizado, 


chamado de máquina de Turing.





“Isso é uma afirmação falsificada 


sobre as leis da física”, 


afirma Aaronson. 




“Ela expressa a crença de que 


se as leis da física forem 


como um código de computador, 


então qualquer linguagem 


de programação


 para as leis da natureza 


poderia emular qualquer outra”.





Mas as ideias de Shor 


atestam que 


os computadores quânticos 


poderiam fazer coisas que 


uma máquina de Turing 


não conseguiria. 




Nesse caso, 


ou a computação quântica 


é impossível 


(o que não é muito provável, 


já que isso implicaria que 


a mecânica quântica está errada),

ou a tese de Church-Turing está incorreta 


no que tange o mundo físico, 


a não ser que exista uma maneira 


de um computador comum 


simular a física quântica. 




“Ninguém provou isso, 


mas seria uma incrível 


descoberta matemática”, 


afirma Aaronson.










Raízes quânticas






Uma descoberta igualmente incrível 


seria identificar o princípio físico 


que exige que a realidade obedeça 


às regras da mecânica quântica. 




No começo, 


os pioneiros quânticos 


visualizaram a matemática 


que funciona

– e que exige o estranho conceito 


de múltiplas realidades possíveis. 




Mas a questão do por quê 


uma matemática tão bizarra 


funcionava tão bem 


era deixada de lado.





Mas, nos últimos tempos, 


a aventura em busca 


de um princípio físico 


pelo qual 


a mecânica quântica funciona 


tem ganhado força, 


e a informação quântica 


tem sido o motor disso. 






[ScienceNews]

PORTAIS PARA OUTROS UNIVERSOS : CIÊNCIA OU FICÇÃO ?















CIENTISTAS AFIRMAM A EXISTÊNCIA 


DE PORTAIS PARA OUTROS UNIVERSOS



Os pesquisadores 


Panagiota Kanti, 


Burkhard Kleihaus e Jutta Kunz 


afirmam que 


portais espaços-temporais 


para outros universos 


são bem mais simples 


de serem construídos 


do que o especulado até agora 


e que não necessitam de matéria 


com energia negativa 


(ou antigravidade) 


para serem formados.





E ainda defendem que 


é bem provável que exista 


uma porção destes portais 


espalhados por aí, 


neste nosso lado do espaço, 


basta saber onde 


e como procurá-los.





O conceito de portal espaço-temporal 


tem como ponto de partida 


a teoria de Einstein, 


que preconiza 


que a gravidade nada mais é 


do que uma curvatura 


do espaço-tempo 


causada pela conjugação 


da massa-energia 


em valores astronômicos, 


como a encontrada 


em grandes corpos celestes, 


tais como planetas e estrelas, 


por exemplo.





Em 1916 


o físico Ludwig Flamm 


defendeu que 


duas curvaturas espaços-temporais 


em coordenadas distintas 


poderiam se unir 


formando pontes ou conduítes, 


estudo também desenvolvido 


por Einstein e Nathan Rosen 


(a famosa ponte Einsten-Rosen 


citada no romance 


Contato de Carl Sagan) 


que aventaram que 


a única conexão oferecida 


para estas pontes no espaço-tempo 


seria para um universo paralelo, 


coisa difícil de defender 


naquela época.





Já em 1921, 


Theodor Kaluza e Oskar Klein 


propuseram que 


a gravidade ao invés 


de ser uma curvatura 


de um continuum quadridimensional 


(ou seja, três dimensões espaciais e uma temporal)

como defendido por Einstein 


seria em verdade uma curvatura 


de um tecido espaço-tempo 


de cinco dimensões.





Foi em 1955 


que o físico norte-americano 


John Wheeler 


retomou a ideia, 


porém demonstrando matematicamente 


a possibilidade teórica 


de conectar duas regiões 


do nosso próprio Universo, 


denominando esse conduíte 


de “whorm hole” 


— os célebres buracos de minhoca — 


valendo-se da tal matéria 


com energia negativa 


que produziria a tão sonhada 


antigravidade.





Mesmo com a consistência 


das teorias de Einstein 


que bravamente vem resistindo 


a muitos ataques 


e têm sido confirmadas 


por inúmeras observações 


de eventos cósmicos do espaço profundo, 


muitos cientistas acreditam que 


este conjunto coerente de teorias 


criado por Einstein 


seria uma particularização 


de uma teoria mais geral ainda, 


tendo em vista a dificuldade 


de se estabelecer 


uma “mecânica quântica da gravidade” 


e também explicar alguns poucos, 


porém importantes fenômenos cósmicos 


que lhes escapam, 


tais como a singularidade 


dos buracos negros.





Transcendendo o proposto por Kaluza-Klein, 


a teoria das cordas afirma que 


todas as quatro forças fundamentais do universo 


(elétrica, gravitacional, interação forte e interação fraca) 


podem ser explicadas pela curvatura 


de um continuum espaço-tempo 


de onze dimensões 


(dez coordenadas espaciais e uma temporal).





No proposto por Kleihaus, 


Panagiota Kanti e Jutta Kunz 


as seis dimensões espaciais adicionais 


que não percebemos 


por que são pequenas demais 


(menores que trilionésimos de milímetro) 


podem ser compactadas 


por campos de forças adicionais, 


entre eles o “dilaton”, 


proporcionando um termo adicional 


para se gerar uma “nova curvatura” 


que não necessite de antigravidade

para ser criada.





Alguém atento 


poderia contrapor que 


este termo adicional 


resultado da compactação 


das seis dimensões submicroscópicas 


geraria um buraco de minhoca 


muito diminuto,


 impossível de ser observado.





No entanto o trio de cientistas 


afirma que 


a inflação do Universo pode ter 


aumentado esses buracos de minhoca 


a ponto de eles superarem 


a ordem de grandeza 


das dimensões humanas, 


como um pequeno círculo 


desenhado sobre uma bexiga 


vai aumentando seu raio 


à medida que a mesma 


aumenta seu volume 


quando for inflada.





“A inflação [do Universo] 


pode ter dilatado 


os minúsculos buracos negros 


que permeiam o tecido submicroscópico 


do espaço-tempo,” 


propõe Kleihaus, 


gerando uma 


“porta para outros universos”.





Esse assunto ainda vai 


render muita discussão 


no mundo acadêmico 


e da parte que me cabe 


uma boa fonte de inspiração 


para criar novas histórias de FC 


( Ficção Científica ),


tentando imaginar como seria 


a viagem por estes portais.





Enquanto isso, 


podemos nos valer das simulações 


dos “whorm holes” transitáveis 


para nosso próprio universo, 


criadas pelo astrofísico 


Andrew Hamilton, 


fundamentadas nas soluções 


de Reissner e Nordström 


propostas para as 


famosas equações de Einstein.