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sexta-feira, 4 de maio de 2012

REALIDADE OU FICÇÃO : VIAJAR NO TEMPO É POSSÍVEL ?













Esqueça os filmes de ficção científica. 


De um ponto de vista puramente físico, 


a viagem para o futuro 


não somente é possível, 


como acontece sempre. 




Entretanto, viajar para o passado 


é um problema um pouco maior.



“Nós podemos viajar em diferentes níveis para o futuro”, 


afirma Seth Lloyd, 


professor de engenharia mecânica quântica 


no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). 




“Mas viajar para o passado, 


e mudar as coisas, é mais controverso”.










Meu relógio ou o seu ?






Para um exemplo de viagem no tempo bem palpável,

pense nos satélites de GPS. 




Se não fossem construídos para serem calibrados, 


eles revelariam o tempo com uma diferença 


de 38 microssegundos todos os dias. 




“Os relógios na Terra andam um pouco mais devagar 


do que os satélites no espaço”, afirma Lloyd.



A justificativa é a relatividade, descrita por Einstein. 




Um objeto que se move mais rápido 


em relação a outro 


experimenta uma passagem de tempo mais lenta. 




Imagine satélites se movendo 


a 14 mil quilômetros por hora.



A segunda justificativa tem a ver com a gravidade. 




Relógios mais próximos de uma massa gravitacional, 


como a Terra, 


se movem mais devagar do que os mais distantes. 




Os satélites orbitam 20.100 quilômetros 


da superfície da Terra.












Futuro, aqui vamos nós !




Ambos os casos de dilatação 


– espaço ou gravidade – 


permitem viajar para o futuro.



Fazer tal feito é questão de investimento e tecnologia. 


“Fazer uma viagem via relatividade 


vai exigir soluções de engenharia 


para construir coisas como motores de foguete 


com combustível suficiente 


para viagens muito longas”, 


afirma o professor de física Jeff Tollaksen.



Ir e vir até uma estrela distante 


nem seria necessário. 




O efeito seria atingido 


se simplesmente ficássemos 


em uma centrífuga gigante 


a quase a velocidade da luz 


(apesar da morte iminente).



A segunda tentativa, 


da gravidade, também seria letal. 




Digamos que você possa ficar 


em uma estrela de nêutrons por alguns anos, 


e uma década teria passado na Terra. 






Mas, é claro, você não sobreviveria 


à super gravidade do corpo celeste.














E o passado ?



De acordo com a relatividade geral, 


um buraco negro rotatório 


pode modificar o espaço e tempo, 


formando caminhos para momentos antigos. 






Entretanto, a ideia comum de viajar no tempo 


parece um pouco “além” demais.



Lloyd conduziu experimentos quânticos 


que sugerem que as linhas do tempo 


se mantém consistentes. 






“A ideia foi enviar um fóton 


alguns bilionésimos de segundo até o passado 


e tentar fazer com que ele 


destruísse seu antigo ser”, afirma.



Mas conforme os fótons chegavam mais perto 


de interferir em si mesmos, 


a probabilidade do experimento dar certo 


ficava menor. 






“Nossa teoria tem uma censura automática 


de coisas que são completamente inconsistentes. 


Quando você volta no tempo, 


não importa o quanto tente, 


não consegue mudar o que quer mudar”.



Existem outras formas de viajar ao passado, 


como viajar na velocidade da luz 


ou os teóricos “buracos de minhoca”, 


que conectam diferentes regiões do cosmos.



Mas nenhuma dessas alternativas 


parece muito palpável. 




Temos simplesmente 


que admitir os erros do passado 


e conviver com eles. 




“Mesmo que as leis da física 


nos permitissem visitar o passado, 


não é claro ainda como isso 


aconteceria em nosso universo”, 


finaliza Lloyd.










 [LiveScience, Foto]

TEREMOS COMPUTADORES QUÂNTICOS ? QUANDO ?












Computadores Quânticos. 

Mas será que um dia vamos mesmo ter um ? 

Será que a revolução causada por eles 
será tão profunda quando a do microchip ? 

Eles estarão na mesa de cada cientista ?

Bom, de certo modo, sim.


Primeiro de tudo, 
vamos dizer um pouco sobre o que esses computadores fazem. 
Resumidamente, eles exploram o fato 


de que os fótons ou átomos presos 
podem existir em múltiplos estados 


ou “superposições” ao mesmo tempo. 
A computação quântica pretende fazer cálculos 
em todas as superposições diferentes, de uma só vez. 
Isso torna o trabalho completamente seguro.

Há alguns dias, dois estudos importantes foram divulgados : 
em um, uma equipe conseguiu realizar a primeira rede quântica, 
enviando qubits entre um laboratório e outro. 
No segundo, pesquisadores conseguiram emaranhar 


dois qubits – 
o que seria o núcleo mais simples de um computador quântico – 
em um semicondutor, 
o tipo de material que os fabricantes de computadores comuns 
já usam com facilidade.


A situação atual

Tudo é meio confuso, mas por enquanto, 
o estado do campo é : 
computadores de pequena escala, em laboratórios, 
para resolver problemas simples. 
A maior parte dos pesquisadores afirma 
que a ideia de computadores grandes 
é plausível no papel, 
mas a fabricação é um desafio gigante.


Pretende ter um em casa ? 

Mesmo os pesquisadores mais otimistas acreditam 
que o computador quântico não vai substituir os nossos pessoais.

As únicas aplicações que todos concordam seriam 
para quebrar códigos e criar simulações de sistemas naturais 
onde a mecânica quântica atua.

Alguns dizem que um computador quântico 
até pode fazer as coisas clássicas de um computador comum, 
de maneira mais rápida e mais eficiente. 

Mas não faz sentido usá-lo dessa maneira.

Já outros acreditam em um impulso quântico para os computadores comuns. 

Apesar de hoje eles serem desenhados para resolver um único problema, 
no futuro poderiam surgir computadores programáveis. 

A “máquina” não seria puramente quântica, mas mista.

É estranho pensar porque alguém ia querer um computador quântico, 
que hoje é usado para resolver problemas matemáticos e da física, 
apenas para ver o Facebook. 

Mas é sempre válido lembrar 
que vários avanços tecnológicos 
parecem inúteis no começo, 
mas com mudanças e readaptações, 
podem se tornam objetos completamente obrigatórios. 

Veremos o que o futuro reserva. 


[BBC]