Uma pesquisa
realizada pelo Ipea
(Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada)
estima que pelo menos
oito em cada dez
internautas brasileiros
fazem downloads ilegais
de conteúdo protegido
por direitos autorais.
O estudo
foi divulgado
nesta quinta-feira (10/5)
e considera
a porcentagem de pessoas
que baixaram
músicas ou filmes
nos últimos
três meses.
A pirataria
é mais difundida
entre usuários
menos abastados
e menos escolarizados.
O índice de pirataria começa
em 75% para a classe A,
sobe para 80% na B
e 83% na C,
chegando
a assustadores 96%
nas camadas mais pobres
da sociedade
(classes D e E).
Quanto ao grau de ensino,
92% das pessoas
com ensino fundamental
são consideradas piratas,
número que diminui
para 77%
para a população
com ensino superior.
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Adolescentes
de 10 a 15 anos,
como esperado,
consomem mais
conteúdo ilegal
– 91% foram
considerados
piratas online.
Não é difícil
entender o motivo,
afinal, sem emprego
e muitas vezes
sem mesada dos pais,
gastar dinheiro
não é uma opção viável
numa rede onde é
possível encontrar
gratuitamente
discografias completas
de artistas e filmes
em alta definição.
Outro fator
que pode contribuir
para esse aumento
é o método de pagamento :
com essa idade
é difícil obter
um cartão de crédito
internacional
para comprar conteúdo
numa iTunes Store
da vida.
“No Brasil,
a realidade das ruas
mostra que a pirataria
parece ser tolerada
por grande parte da sociedade,
e os números aqui apresentados
comprovam esta suposição”,
diz o estudo.
Os pesquisadores
também citam
a carência de salas de cinema
em mais de
5 mil municípios
do Brasil
como um dos grandes
incentivadores
a pirataria de filmes.
Como os títulos demoram
a chegar em
DVD ou Blu-ray,
essas pessoas
só têm a opção
de viajar ou piratear.
Infelizmente
ainda faltam
serviços de qualidade
para fornecer conteúdo
a preços acessíveis
no Brasil
– não,
pagar o valor
de uma mídia física
num filme
ou música digital
não é uma boa ideia.
Nos Estados Unidos
existe o Pandora,
uma rádio online
que toca gratuitamente
músicas de acordo
com seu gosto musical.
O Hulu tem parcerias
com canais de TV
e produtores
de conteúdo
para exibir séries
por streaming.
E ainda existe o Spotify gratuito,
que funciona como
um Grooveshark legalizado.
Pelo menos
quebram um galho
por aqui
(ainda que com
catálogos reduzidos).